Quem foram os profetas menores?
Quem foram os profetas menores?
Quem foram os profetas menores? Os profetas menores também são conhecidos como “os Doze” (não devem ser confundidos com os doze discípulos ou as doze tribos de Israel). Em nossa versão do Antigo Testamento, cada um desses profetas possui seu próprio livro. No entanto, na Bíblia hebraica, eles são consolidados em um único volume chamado Shneim Asar (os Doze), que é o último livro dos Nevi’im (os Profetas).
Quem são os doze?
- Oséias
- Joel
- Amós
- Obadias
- Jonas
- Miquéias
- Naum
- Habacuque
- Sofonias
- Ageu
- Zacarias
- Malaquias
O que torna este grupo “menor” em oposição aos profetas maiores?
Ao procurar a palavra “menor” no dicionário, a primeira definição remete a algo “inferior em importância, tamanho ou grau: comparativamente sem relevância”. À primeira vista, isso poderia levar alguém a pensar que eles são menos importantes do que os Profetas Maiores. No entanto, essa interpretação não é correta neste contexto.
O termo “menor” refere-se principalmente ao tamanho e ao escopo de seus livros, e não ao valor ou ao respeito que os profetas inspiravam. A expressão Profetas Menores parece ter se originado com Agostinho, que distinguiu o “Livro dos Doze” dos chamados Profetas Maiores (Isaías, Jeremias e Ezequiel).
Na Bíblia hebraica, a organização segue três seções principais: Lei, Profetas e Escritos. Os Profetas são subdivididos em Profetas Anteriores (Josué, Juízes, Samuel e Reis) e Profetas Posteriores (Isaías, Jeremias, Ezequiel e os Doze). Enquanto Isaías, Jeremias e Ezequiel têm livros independentes, os profetas menores foram compilados em uma única coleção devido ao tamanho reduzido de suas obras.
Outros estudiosos sugerem que a diferença entre os profetas menores e maiores pode estar no escopo de suas mensagens — mais localizadas e situacionais, ao contrário das profecias de longo alcance dos Profetas Maiores. No entanto, é melhor enxergar esses doze livros como uma unidade completa, onde os profetas são, em certo sentido, coautores.
Qual era o papel de um profeta no Antigo Testamento?
Uma análise completa dessa questão demandaria um estudo extenso. Simplificando, um profeta é um porta-voz de Deus. Cada profeta possuía um chamado único e entregava a mensagem divina ao povo de maneiras diferentes. O que os unificava era o fato de terem sido escolhidos por Deus para transmitir Sua palavra.
Há um equívoco comum de que os profetas apenas prediziam o futuro. Embora muitos profetas tenham falado sobre acontecimentos futuros, esse não era o cerne de sua missão. Como porta-vozes de Deus, suas mensagens frequentemente envolviam advertências sobre o pecado e apelos ao arrependimento. Como bem observado no Lexham Theological Workbook:
“Os profetas ocasionalmente falavam de eventos futuros, mas suas mensagens geralmente consistiam em advertências de julgamento por violações da lei mosaica acompanhadas de convites ao arrependimento.”
Por outro lado, havia também os chamados “profetas da corte” ou falsos profetas. Enquanto os verdadeiros profetas entregavam fielmente a mensagem de Deus, os falsos profetas, geralmente comissionados pelos reis, falavam aquilo que o povo ou os governantes queriam ouvir — frequentemente em troca de benefícios pessoais. Jeremias retrata bem essa divisão:
“Porque desde o menor até o maior,
todos são ávidos de lucro injusto;
e desde o profeta até o sacerdote,
todos praticam a falsidade.
Eles curaram levianamente a ferida do meu povo,
dizendo: ‘Paz, paz’,
quando não há paz” (Jeremias 6:13-14).
Enquanto os falsos profetas manipulavam suas palavras por interesse próprio, os verdadeiros profetas permaneciam fiéis à mensagem de Deus, ainda que impopulares.
O que os profetas menores profetizaram?
Cada um dos Profetas Menores tinha uma mensagem única direcionada ao seu público específico. Suas profecias ocorreram entre os anos 800 e 400 a.C., abrangendo momentos cruciais como a invasão assíria, a destruição do Reino do Norte, o exílio babilônico e o retorno do exílio.
Os livros dos profetas menores não estão em ordem cronológica, e há variações entre o texto massorético (TM) e a Septuaginta (LXX). Alguns estudiosos acreditam que o Livro dos Doze começou com Oséias e Amós, sendo expandido ao longo do tempo até se consolidar.
Esses livros abordam três períodos principais da história do Antigo Testamento:
- A queda de Israel para os assírios (722 a.C.).
- A queda de Judá para a Babilônia (586 a.C.).
- O período de restauração (538-430 a.C.).
Aqui está um breve resumo das mensagens de cada profeta:
- Oséias: Deus ordena que Oséias se case com uma prostituta como ilustração da infidelidade de Israel em seu relacionamento com Deus.
- Joel: Usa uma praga de gafanhotos como símbolo do “dia do Senhor” e da invasão assíria.
- Amós: Enfatiza a justiça divina, denunciando os pecados das nações e de Israel.
- Obadias: Fala sobre o dia do Senhor e a queda de Edom.
- Jonas: Narra a história de um profeta relutante que aprende que “a salvação pertence ao Senhor”.
- Miquéias: Destaca o amor de Deus pela justiça e Sua fidelidade à aliança.
- Naum: Profetiza a destruição de Nínive.
- Habacuque: Mostra o diálogo entre o profeta e Deus sobre o julgamento de Judá pelos babilônios.
- Sofonias: Revela o julgamento de Deus, mas também a futura restauração e alegria do Senhor com Seu povo.
- Ageu: Repreende os exilados por suas prioridades e os exorta a reconstruir o templo.
- Zacarias: Contém visões sobre a restauração de Israel e profecias messiânicas.
- Malaquias: Apresenta um tribunal divino onde Deus chama o povo ao arrependimento devido à quebra da aliança.
O Livro dos Doze começa com a infidelidade de Israel e termina com a mesma realidade. No entanto, dentro dessas mensagens encontramos promessas de um libertador vindouro — apontando para Cristo, como os autores do Novo Testamento posteriormente destacariam.
Quem foram os profetas menores? – Conclusão
Ler os Profetas Menores pode ser desafiador devido à forma como estão organizados em nossa Bíblia. Embora suas mensagens sejam, por vezes, difíceis, elas continuam relevantes para nós hoje. E, como acontece com todas as Escrituras, os Profetas Menores apontam para Jesus Cristo — a nossa única esperança.